segunda-feira, 28 de março de 2016

Caderno de Atividades Pedagógicas Para o 1ºAno-Parte3

Recitar não é contar. Mas saber até que número nossos alunos recitam, contribui no planejamento de boas atividades numéricas. 2. Contar Saber recitar a sequência numérica oral não garante que os alunos usem esse conhecimento para quantificar, quer dizer, nem todos usam o número como um instrumento de pensamento. Contar envolve muitos conhecimentos, para os quais não damos muito importância. Observe: 1. Ser capaz de distinguir um elemento do outro; 2. Escolher um primeiro elemento do conjunto para ser contado; 3. Enunciar a primeira palavra-número (um); 4. Determinar um sucessor no conjunto dos elementos ainda não-escolhidos para ser contado; 5. Atribuir uma palavra número (dois); 6. Conservar a memória das escolhas feitas; 7. Recomeçar os passos escolhendo outro elemento para ser contado, atribuindo uma palavra-número a ele e conservando a memória das escolhas realizadas até que se chegue ao último elemento. Pode parecer uma perda de tempo falarmos sobre esses passos que parecem simples para quem já sabe contar. Porém, alguns de nossos alunos que não sabem contar, emperram em algum desses passos e para que possamos ajudá-los é preciso que tomemos conhecimento deles. 3. A numeração escrita A pesquisa realizada na Argentina por Delia Lerner e Patrícia Sadovsky (1994) vem sendo amplamente divulgada entre os educadores.































segunda-feira, 21 de março de 2016

Caderno de Atividades Pedagógicas Para o 1ºAno-Parte2

NÚMEROS E OPERAÇÕES Este eixo envolverá atividades com números, quantidades e as idéias das operações. Escolhemos trabalhar na perspectiva de ensino da didática da Matemática, que propõe a interação com o conhecimento através da resolução de problemas. Problema é toda a situação de aprendizagem que coloca a criança frente a um desafio e provoca uma tomada de decisão. Para ser um desafio, o ideal é que o aluno não tenha de antemão, todas as ferramentas necessárias à resolução do problema. A finalidade é incentivá-lo a reestruturar seus conhecimentos anteriores e buscar novas ferramentas para auxiliá-lo na resolução da situação-problema. O que queremos fazer refletir é que, como já sabemos, nossos alunos trazem consigo experiências da vida diária na qual interagem com sistemas notacionais como: a língua escrita e o sistema de numeração decimal. Notações são sistemas externos de representação e são criados socialmente. Trocando em miúdos, nossos alunos desde que nascem pensam e constroem conhecimentos acerca das letras e dos números. A qualidade do conhecimento que possuem depende da quantidade e qualidade de experiências que tiveram com esses sistemas. No início do ano, o ideal é que façamos um diagnóstico que nos auxilie na identificação dos conhecimentos que os pequenos já possuem. Eles sabem para que servem os números? Sabem onde encontrá-los? Contam oralmente até quanto? Sobre os conhecimentos dos alunos 1. A recitação da sequência As crianças pequenas possuem conhecimentos sobre a sequência numérica oral. Mas eles não possuem o mesmo conhecimento, este difere na extensão do intervalo numérico. Alguns são capazes de recitar até 10, outros até 20 e há aqueles que recitam sem precisar ser ajudados ao chegar aos 20, 30, 40 etc.